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17 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Geleiras dos Alpes italianos se rendem à mudança climática

Terra

A situação das geleiras é dramática na Itália, onde quase todo o gelo está derretendo devido à mudança climática e algumas podem desaparecer nas próximas décadas, segundo o Comitê Glaciológico do país (CGI).

“Nos últimos anos, quase 100% das geleiras italianas monitoradas sofreram diversas reduções, fortes contrações, e perderam tanto em extensão como em volume”, explicou à Agência Efe Carlo Baroni, coordenador do setor da Lombardia do CGI.

O CGI conta com mais de um século de existência, realiza a cada ano campanhas de monitoramento das massas de gelo do país (a grande maioria delas na cadeia montanhosa dos Alpes, no norte do país) e trabalha com 200 operadores graciologistas, embora todos eles sejam voluntários.

Baroni esclareceu que há alguns anos as geleiras “adquirem espessura ao invés de perder” devido aos “altos e baixos nas temperaturas e precipitações”, mas que “a tendência não para”, e apontou que o principal motivo da redução das massas de gelo é o aquecimento global.

“O aquecimento global é incontestável por causas que podemos deduzir: há uma evidência de que a emissão dos gases do efeito estufa, sobretudo CO2 e metano, são relevantes para o aquecimento”, destacou Baroni.

Divulgação/EcoIn.

Divulgação/EcoIn.

Como geólogo, Baroni não vê “um problema conceitual na contração ou expansão das geleiras”, mas sim em que “nada seja feito para reduzir a poluição, algo extremamente necessário”, e embora seja consciente das pressões políticas que rodeiam este tema, “o que é certo é que geleiras estão se descongelando”.

Este derretimento das geleiras traz uma série de riscos evidentes que estão aumentando. Tristemente, a Itália é vítima deles, como o deslizamento de terras que deixou dezenas de mortos em janeiro no centro do país. Além do risco trazido pela mobilidade das geleiras, em zonas altas das montanhas, que cada vez são mais visitadas por turistas.

Baroni nomeia casos concretos como o da geleira Adamello (no vale Camonica, entre as regiões da Lombardia e Trentino-Alto Ádige) e do Careser (na cadeia montanhosa Ortles-Cevedale, no vale do Peio, na região de Trentino-Alto Ádige), que é monitorada desde 1967 e que “em poucas dezenas de anos diminuirá muitíssimo, até desaparecer em 2050, aproximadamente”.

Outro caso que chama atenção da Associação Italiana de Guias Ambientais Excursionistas, a única de seu âmbito reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico, é o caminho que percorre Morteratsch (montanha do maciço de Bernina) e que está cheio de sinais que mostram como a geleira foi retrocedendo desde 1845 até hoje, com uma média de 200 metros a cada década.

Seu vice-presidente, Filippo Camerlenghi, fala de uma “situação dramática” em uma geleira que “tem milhares fendas”, por isso que a associação chama a atenção das “pessoas para a mudança climática e o fato de que as geleiras estão diminuindo, algo que está tendo muita atenção por parte do público e das escolas”.

Além disso, em novembro do ano passado uma equipe de pesquisadores do Instituto para a Dinâmica dos Processos Ambientais do Conselho Nacional de Pesquisa de Veneza (CNR) publicou um artigo que afirma que as geleiras da montanha de Ortles, também na cordilheira Bernina, estão se deslocando após sete mil anos de existência.

O CGI lamenta a falta de interesse das autoridades no monitoramento contínuo das geleiras, em comparação, por exemplo, com o dos vulcões, e da falta de fornecimento dos instrumentos pertinentes.

Além disso, reivindica maior cooperação por parte da administração das regiões, que, segundo Baroni, “adquirem as imagens atualizadas das geleiras, mas não disponibilizam livremente”, o que dificulta seu trabalho de comunicação com os países que compartilham os Alpes.

O presidente do CGI, Massimo Frezzotti, declarou em conversa por telefone com a Efe que “não se pode esquecer que as massas de gelo representam a caixa d’água doce durante o verão”, razão pela qual as geleiras “alimentam a agricultura e a indústria”.

“O que podemos fazer para evitar este descongelamento? Individual e localmente, muito pouco, porque houve alguns projetos que foram criados principalmente para permitir que as pessoas esquiem no verão”, lamentou Baroni, enquanto as geleiras dos Alpes continuam descongelando sem pausa.

16 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Seca e desmatamento põem floresta amazônica em risco

Terra

A floresta amazônica está em risco de cair em um círculo vicioso de seca e desmatamento provocado pela ação humana e pela redução das precipitações na região, segundo um estudo publicado na segunda-feira (13) na revista “Nature”.

A pesquisa, liderada pela cientista Delphine Clara Zemp do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam (PIK, por sua sigla em alemão), foi realizada através de uma complexa e inovadora análise dos fluxos de água que permitiram aprofundar na estreita relação existente entre o desmatamento e a seca.

“Por um lado sabemos que a redução de precipitações aumenta o risco de desmatamento e, pelo outro, este desflorestamento pode intensificar a seca na região”, manifestou Zemp.

“Por isso que quanto maior a seca, menor a floresta, e quanto menor a floresta, maior a seca e assim sucessivamente. As consequências deste círculo vicioso entre as plantas do solo e a atmosfera que as rodeia não estão claras”, acrescentou.

Mas a cientista afirmou que este estudo “proporciona mais luz sobre esta questão, sublinhando o risco de que o desmatamento está diretamente relacionado com a redução de precipitações”.

Embora a média de precipitações não varie drasticamente, a extensão das secas afetará o Amazonas e poderia finalmente se transformar em uma savana, segundo as previsões lançadas pela publicação.

“O ciclo de água no Amazonas é mistura de física e biologia, mas é além disso uma das maiores maravilhas da natureza”, explicou o coautor Henrique M.J. Barbosa da Universidade de São Paulo (Brasil).

“Embora o ciclo seja muito poderoso, também é surpreendentemente suscetível às mudanças ambientais e a ação humana está impondo perturbações maciças no Amazonas pela poda de árvores e pelos gases do efeito estufa que reduzem a umidade e as precipitações e termina afetando até as partes inexploradas da floresta”, detalhou.

Além disso, o estudo sustenta que uma das fortalezas que tem a floresta para resistir a esta ameaça é a diversidade na vegetação.

“Como cada espécie reage de uma maneira diferente, ter uma grande diversidade na vegetação pode significar que o ecossistema resista melhor”, afirmou Marina Hirota da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil), outra responsável pelo estudo.

“Preservar a biodiversidade se transforma não só em uma questão de amar a natureza, mas em um elemento estabilizador do sistema terrestre”, concluiu.

16 de março de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Pesquisadores vão extrair óvulos das 2 últimas fêmeas de rinoceronte branco do norte para salvar espécie

G1

As duas últimas fêmeas de rinoceronte branco do norte que existem no mundo, Fatu e Naeem, serão estimuladas hormonalmente para obter óvulos para que possam ser fecundados em um laboratório, após o sucesso de uma equipe de especialistas com a subespécie irmã, o rinoceronte branco do sul.

“É o mamífero do planeta que está em maior perigo de extinção”, afirmou à Agência Efe Jan Stejskal, porta-voz do zoológico tcheco de Dvur Kralove, proprietário dos animais, que vivem atualmente na reserva Ol Pejeta Conservancy, no Quênia.

 Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Com o método de extração do gameta feminino conhecido como aspiração folicular (OPU, ovum pick-up em inglês) tentarão salvar a subespécie do rinoceronte branco do norte (Ceratotherium simum cottoni), da qual existem apenas cinco exemplares na atualidade, que são incapazes de se reproduzirem por meios naturais.

Os óvulos das fêmeas serão depois fecundados com esperma congelado, para tentar obter embriões que serão também congelados.
“É mais viável congelar um embrião que um óvulo”, explicou Stejskal.

Isto dará tempo aos especialistas para que possam desenvolver a técnica de implantação no útero de uma fêmea de rinoceronte branco do sul (Ceratotherium simum simum), que será a mãe substituta.

A razão é que Fatu, por uma certa patologia no útero, e Naeem, por defeitos em suas patas traseiras, “não podem levar a bom termo a gestação”, disse o porta-voz.

17 de janeiro de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Austrália se diz decepcionada com Japão por continuidade de caça a baleias

G1

A Austrália disse nesta segunda-feira (16) estar “profundamente decepcionada” com o Japão pela continuidade da caça a baleias. A declaração do ministro do Meio Ambiente do país foi dada após ativistas terem publicado uma fotografia de uma baleia morta dois dias após líderes australianos e japoneses terem discutido a questão.

A Austrália há tempos se opõe à caça a baleias – prática conhecida em inglês como whaling- e a questão foi levantada em conversas entre os primeiro-ministros australiano, Malcolm Turnbull, e japonês, Shinzo Abe, em Sidney, no sábado, disseram fontes familiares com as discussões.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

Foto: Divulgação/SXC/EcoIn.

“O governo australiano está profundamente decepcionado que o Japão tenha decidido voltar para o Oceano Antártico neste verão para realizar a chamada caça ‘científica’ a baleias”, disse o ministro do Meio Ambiente, Josh Frydenberg, nesta segunda-feira.

“Não é necessário matar baleias para estudá-las”, acrescentou o ministro, sem confirmar a exata localização da atual caça.

A caça a baleias por japoneses no Oceano Antártico foi paralisada por uma temporada após decisão da Corte Internacional de Justiça em 2014, embora o país tenha retomado as atividades em 2015.

A Austrália, que se opõe a todas as formas de caça a baleia, seja comercial ou científica, e continuará a expressar suas preocupações sobre a questão ao Japão, disse a ministra de Relações Exteriores, Julie Bishop, à Reuters.

O Japão argumenta que a maioria das espécies não sofrem perigo e que comer baleias é parte de sua cultura. O Japão começou a chamada “caça científica a baleias” em 1987, um ano depois de uma moratória internacional sobre a questão entrar em vigor.

17 de janeiro de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Cientistas britânicos preocupados pela pesquisa sobre o clima com chegada de Trump

UOL

Mais de 100 dos climatologistas mais reconhecidos do Reino Unido pediram nesta segunda-feira (16), à primeira-ministra britânica, Theresa May, que atue para que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha a pesquisa pública sobre o aquecimento global.

“Estamos prontos a apoiar e ajudar nossos colegas dos Estados Unidos (…) a resistirem contra qualquer tentativa política de frear ou interferir nas pesquisas vitais sobre as mudanças climáticas”, escreveram os cientistas em uma carta aberta para May, à qual a AFP teve acesso.

O presidente eleito americano afirmou que o aquecimento global é um mito e nomeou para seu futuro gabinete personalidades que compartilham essa visão ou que se opõem às políticas de proteção do meio ambiente.

No final de novembro, após a eleição, um de seus conselheiros pediu o fim dos programas de pesquisa sobre o clima da Nasa, que fornece dados essenciais a cientistas do mundo inteiro.

May deve pressionar Trump para que este “reconheça as evidências científicas sobre os riscos das mudanças climáticas” e apoie o acordo de Paris adotado no final de 2015, afirmam os cientistas britânicos na carta.

Sob este acordo, a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC, em relação aos níveis pré-industriais, e a ajudar financeiramente os países mais pobres a desenvolver energias limpas e lidar com os impactos das mudanças climáticas.

O Reino Unido “deve se preparar para responder de forma resoluta” em caso de que o novo governo Trump adote medidas contra as pesquisas sobre o clima, acrescentam os cientistas.

Em entrevistas a dois jornais europeus publicadas nesta segunda-feira, Trump reafirmou sua intenção de se reunir com May logo após sua posse, que ocorrerá na próxima sexta-feira.

O Reino Unido tem várias instituições líderes no mundo para o estudo do aquecimento global e seus impactos, incluindo o Centro Tyndall de Pesquisas sobre as Mudanças Climáticas e o Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford.

A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foi a primeira líder mundial a reconhecer publicamente os riscos das mudanças climáticas, em 1988, observaram os cientistas.

17 de janeiro de 2017
por Adalberto de Bruyn
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EUA incluem abelha em lista de espécies ameaçadas pela primeira vez

G1

Autoridades americanas anunciaram a inclusão de uma espécie de abelha que desempenha um papel importante na polinização na lista de espécies em risco de extinção.

É a primeira vez que uma espécie de abelha é objeto de tal medida no território continental dos Estados Unidos, informou na quarta-feira (12) o Serviço Americano de Pesca e Fauna Selvagem (USFWS).

A decisão, que entrará em vigor em 10 de fevereiro, prevê medidas de proteção em nível nacional e a elaboração de um plano para fazer com que a população desses insetos cresça, através de fundos federais para os estados que contam com colônias destas abelhas, cujo nome científico é Bombus affinis.

Divulgação/SXC/EcoIn.

Divulgação/SXC/EcoIn.

A população destas abelhas – uma das cinco espécies norte-americanas -, diminuiu 88% desde o ano 2000, coincidindo com uma perda ou degradação de 87% de seu habitat, combinada com os efeitos nocivos dos pesticidas e os patógenos.

Atualmente, esta espécie está presente em apenas 13 estados do país e na província canadense de Ontário, enquanto que no final da década de 1990 estava em 31 estados americanos e em várias províncias do Canadá, segundo a USFWS, cuja decisão foi publicada no Diário Oficial.

O Canadá incluiu a Bombus affinis na sua lista de espécies em risco de extinção já em 2012.

17 de janeiro de 2017
por Adalberto de Bruyn
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Área intacta da paisagem florestal mundial caiu mais de 7% em 13 anos

G1

A área intacta da paisagem florestal mundial, sem nenhum sinal de atividade humana, caiu 7,2% de 2000 a 2013, segundo um estudo publicado na sexta-feira (13) pela revista científica “Science Advances”.

O trabalho, do professor de geografia da Universidade de Maryland (EUA), Peter Potapov, e sua equipe utilizou imagens de satélites do Google Earth e dados do governo para monitorar as mudanças nestes anos.
No período citado, segundo os especialistas, foram perdidos 919 mil km² de terrenos formados por mosaicos de ecossistemas florestais e carentes de árvores de forma natural.

As regiões tropicais foram responsáveis por 60% da redução total da área intacta de paisagem florestal, enquanto 21% dessa perda são causadas nas regiões boreais, e 19% restante no norte das florestas boreais de Eurasia e da América do Norte.

De fato, mais da metade da diminuição desta paisagem intacta se concentrou em apenas três países; Rússia, com 179 mil km² de perda; Brasil, com 157 mil km²; e Canadá, com 142 mil km².

As principais causas desse fenômeno foram a extração de madeira, em 37% das ocasiões; a expansão agrícola, em mais de 27%; e a propagação dos incêndios florestais por causa da construção de infraestrutura, em mais de 21% das vezes.

Outras causas incluem a fragmentação para rotas mineiras, de extração de petróleo, gasodutos e linhas elétricas, além da expansão da rede de estradas.

Os autores do estudo destacaram a importância das superfícies intactas de paisagens florestais, já que estabilizam o armazenamento de carbono terrestre e a biodiversidade, além de proporcionar grandes habitats naturais para espécies de animais.

Entre 2011 e 2013, a taxa de redução de áreas florestais virgens triplicou em comparação a década anterior.

No entanto, as zonas classificadas como “áreas protegidas”, que atendem os parâmetros da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que se baseiam no progresso humano, desenvolvimento econômico e conservação da natureza, sofreram uma diminuição “significativamente menor”.

O estudo também alertou que se a área virgem florestal geral continuar a diminuir na mesma proporção, pelo menos 19 países perderão toda sua área intacta nos próximos 60 anos.

21 de novembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Nenhum país está no rumo certo para conter aquecimento abaixo de 2ºC, diz relatório

UOL

Nenhum país está alterando sua matriz energética suficientemente rápido para manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius, segundo um ranking de 58 nações responsáveis por 90% das emissões de CO2 relacionadas com combustíveis fósseis, divulgado em 16 de novembro.

Apesar do aumento da produção de energias renováveis, especialmente solar e eólica, “a revolução energética necessária ainda está acontecendo muito lentamente”, destacou o Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas de 2017, apresentado paralelamente à conferência da ONU sobre o clima em Marrakesh (COP22).

A avaliação anual das políticas e ações nacionais para deter o aquecimento global revelou que a União Europeia passou de líder para atrasada, com exceção de alguns de seus Estados-membros.

A França ficou no topo da lista, em parte devido ao seu papel na condução do histórico Acordo de Paris, assinado na capital francesa em dezembro passado.

A Suécia e o Reino Unido levaram a prata e o bronze, devido, principalmente, a políticas postas em prática por governos que já não estão no poder.

Canadá, Austrália e Japão ficaram na parte inferior do ranking, embora as recentes mudanças de governo em Camberra e Ottawa permitam antecipar futuras melhorias.

Os Estados Unidos, o segundo maior emissor de gases de efeito estufa do mundo depois da China, obtiveram uma classificação “pobre”, perdendo terreno em todas as categorias, segundo o relatório.

Se o presidente eleito, Donald Trump, levar adiante as ameaças de retirar os Estados Unidos do pacto de Paris, a posição americana no ranking certamente cairá mais.

Até a China – que reduziu drasticamente o seu consumo de energias fósseis enquanto constrói instalações para produzir energia solar e eólica – obteve uma marca ruim, ficando no 48º lugar entre as nações.

“Os governos nacionais não têm mais desculpas para não consagrar o Acordo de Paris na legislação nacional”, disse Jan Burck, da organização Germanwatch, principal autor do relatório.

O fato de o crescimento das energias renováveis continuar em ritmo acelerado apesar dos baixos preços do petróleo é um sinal positivo, acrescentou.

“Até agora, a queda nos preços do petróleo não causou um aumento na demanda por essa fonte de energia, ao mesmo tempo em que um número crescente de países está começando a virar as costas para o carvão”, disse Burck.

No Acordo de Paris, 196 países se comprometem a limitar o aquecimento global bem abaixo de 2ºC e, se possível, abaixo de 1,5ºC.

21 de novembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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Príncipe William faz alerta sobre a extinção das espécies no Vietnã

G1

O príncipe William da Inglaterra fez  um alerta ao planeta recentemente para uma conscientização sobre o ritmo “horrível” da extinção das espécies.

Em uma conferência internacional em Hanói, no Vietnã, sobre o tráfico ilegal de espécies selvagens, William pediu aos governos de todo o mundo que atuem com agilidade para salvar as espécies mais vulneráveis antes que seja tarde.

“Sabemos que não estamos nos movimentando de maneira suficientemente rápida para enfrentar a crise. Rinocerontes, elefantes, pangolins e leões continuam sendo caçados em quantidades horríveis”, disse.

“Apesar de alguns progressos, a verdade é que estamos ficando para trás”, advertiu.

Dados recentes revelam uma queda de 30% da população de elefantes na África nos últimos sete anos, o que de acordo com o príncipe “confirma nossos piores temores”.

O Vietnã é considerado um país de trânsito para o tráfico de animais e produtos derivados de sua exploração como marfim, chifres de rinoceronte e peles de ursos e tigres.

O país também é consumidor de tais produtos, procedentes em sua maioria da África e também destinados a China e outros mercados asiáticos.

21 de novembro de 2016
por Adalberto de Bruyn
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COP 22 foi ponto de partida para colocar em prática Acordo de Paris, avalia MMA

Agência Brasil

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma avaliação preliminar do governo brasileiro sobre a 22ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP 22), que terminou na sexta-feira (18) em Marrakesh, no Marrocos. No final da tarde, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, reuniu-se com o negociador-chefe da delegação brasileira, o embaixador José Antônio Marcondes, e assessores para fazer um balanço a respeito das discussões e resultados do evento.

O documento, ainda preliminar, aponta que, a COP21 pode ser descrita como um “ponto de chegada” que finalizou uma longa negociação sobre o papel dos países na mitigação do aquecimento global ao adotar o Acordo de Paris. Já a COP22, representa um “ponto de partida”, com foco na definição do chamado “livro de regras”, que estabelecerá como será a implementação das obrigações assumidas em Paris.

O informe também expõe a posição adotada pelos representantes brasileiros na Conferência, como a visão de que o Acordo de Paris é irreversível e de que é necessário acelerar os trabalhos para que ele seja implementado. Além disso, aponta a necessidade, debatida na COP 22, de os países desenvolvidos ampliarem seu nível de financiamento, definindo um “mapa do caminho” que demonstre como se chegará ao objetivo dos US$ 100 bilhões anuais em 2020.

O Brasil participou da COP com 271 delegados, entre representantes do governo, da academia, de entidades privadas e de organizações não governamentais. No total, foram 87 participantes ligados ao governo – incluindo 16 parlamentares – e 184 da sociedade civil.